Adoçantes com baixo teor e sem calorias, glicemia e diabetes: o que diz a ciência?

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Neva Cochran, MS, RDN, LD –

Histórico básico
A substituição do açúcar por adoçantes de baixo teor e sem calorias (low and no calorie sweeteners, LNCS na sigla em inglês) é uma maneira prática de reduzir a ingestão de carboidratos com o potencial de auxiliar os diabéticos a controlar melhor os níveis de glicose sanguínea e facilitar a perda de peso. (1) E também cria mais flexibilidade na dieta para acomodar as preferências pessoais e satisfazer o desejo de comer doces.

Circulam-se alegações de que os LNCSs podem de fato elevar os níveis de glicose sanguínea e promover o diabetes. No entanto, estas alegações baseiam-se em estudos realizados em ratos e camundongos. Embora estes estudos sugiram que adoçantes de baixo teor calórico podem alterar os micróbios intestinais que levam à intolerância à glicose e ao aumento no risco de diabetes tipo 2, os roedores não são humanos e o estudo é muito preliminar para modificar as recomendações atuais acerca do uso de adoçantes em diabéticos.

Estado da ciência
Por outro lado, uma revisão do estudo encontra respaldo significativo para o uso de LNCSs no controle do diabetes. Considere os resultados dos sete estudos publicados nos últimos trinta e dois anos resumidos aqui.

  1. Um estudo de 12 semanas com 47 homens normoglicêmicos consumindo aproximadamente 333 mg de sucralose encapsulada ou placebo 3 vezes/dia nas refeições não constatou nenhum efeito no controle da glicemia. Todos os níveis de glicose, insulina, peptídeo C e HbA1c estavam dentro do índice normal durante o estudo, sem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos sucralose e placebo. (2)
  2. A metanálise de 29 ensaios clínicos randomizados com um total de 741 participantes avaliou o impacto glicêmico do aspartame, sacarina, esteviosídeos e sucralose. O consumo de LNCSs não elevou os níveis de glicose sanguínea, e a glicose diminuiu gradualmente após o consumo de LNCSs. Não houve diferença no impacto glicêmico por tipo de adoçante. E as mudanças nos níveis de glicose sanguínea em pacientes com diabetes tipo 2 foram menores em 1–29 minutos, 150–179 minutos e 180–210 minutos após o consumo de LNCSs comparados aos pacientes sem diabetes. (3)
  3. Os pesquisadores avaliaram o efeito da ingestão diária de aspartame sobre a glicemia a níveis de 0,350 ou 1.050 mg de aspartame por dia consumidos em bebidas com 100 indivíduos durante 12 semanas. Os resultados não demonstraram diferenças na glicemia sanguínea entre os grupos na linha de base ou na semana 12. (4)
  4. Um estudo japonês avaliou o efeito do aspartame sobre a glicose sanguínea administrada via oral a controles normais e 22 pacientes com diabetes não tratada e sete controles sem diabetes. A administração de uma dose única de 500 mg de aspartame (equivalente à doçura de 100 gramas de glicose) não elevou a glicose sanguínea. Pelo contrário, notou-se uma pequena mas significativa diminuição da glicose sanguínea 2 ou 3 horas após a administração. A diminuição da glicose sanguínea foi a menor no controle do estudo e elevou-se à medida que a severidade do diabetes aumentou. (5)
  5. Outro estudo foi realizado pelos mesmos pesquisadores japoneses acima. Em 9 pacientes hospitalizados com diabetes sob controle glicêmico em estado estacionário, os pesquisadores determinaram os efeitos da ingestão de 125 mg de aspartame (equivalente à doçura de 1,5 – 2,5 colheres de sopa de açúcar) na forma de gelatina sem calorias diariamente por 2 semanas. Os níveis de glicose sanguínea em jejum, 1 hora e 2 horas pós-prandial, não foram afetados. (5)
  6. Em um estudo duplo-cego multicêntrico, indivíduos com diabetes tipo 2 receberam cápsulas placebo (celulose) ou 667 mg de sucralose encapsulada diariamente por 13 semanas (7,5 mg/kg/dia, cerca de três vezes a ingestão máxima estimada). Não houve diferenças significativas entre os grupos sucralose e placebo no HbA1c, glicose plasmática em jejum ou alterações do peptídeo C sérico em jejum a partir da linha de base. (6)
  7. Por fim, em uma revisão sistemática dos benefícios nutricionais e riscos dos LNCSs, os autores concluíram que a grande maioria dos estudos não demonstra nenhum efeito agudo da ingestão de LNCSs na glicemia sanguínea ou concentrações de insulina mensuradas em estômago vazio ou após a refeição-teste em indivíduos com ou sem diabetes. (7)

Aplicações na prática
Em seus Padrões de Tratamento Médico para o Diabetes (8), a Associação Americana de Diabetes declara que LNCSs podem ser um substituto aceitável para os adoçantes nutritivos em pessoas diabéticas acostumadas com produtos adoçados com açúcar quando consumidos com moderação, observando que estes adoçantes não parecem ter um efeito significativo no controle glicêmico.

Em conclusão, esta revisão da evidência em humanos não respalda a afirmação de que LNCSs promovem a glicemia e o desenvolvimento de diabetes. É reconfortante saber que alimentos e bebidas com baixo teor e sem calorias são outra ferramenta que as pessoas podem utilizar como parte de um plano nutricional rico em nutrientes para auxiliá-las no controle do diabetes e promover a saúde.

    1. “The Role of Low-calorie Sweeteners in Diabetes” (O Papel dos Adoçantes de Baixo Teor Calórico no Diabetes) US Endocrinology 9:13-15, 2013.
    2. “A 12-week randomized clinical trial investigating the potential for sucralose to affect glucose homeostasis” (Ensaio clínico randomizado de 12 semanas investigando o potencial do impacto da sucralose na homeostase da glicose) Regul Toxicol Pharmacol 88:22-33, 2017.
    3. “Glycemic impact of non-nutritive sweeteners: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials” (O impacto glicêmico dos adoçantes não nutritivos: uma revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados) Eur J Clin Nutr 72:796, 2018.
    4. “Aspartame Consumption for 12 Weeks Does Not Affect Glycemia, Appetite, or Body Weight of Healthy, Lean Adults in a Randomized Controlled Trial” (Consumo de aspartame por 12 semanas não afeta a glicemia, apetite ou peso corporal de adultos saudáveis e magros em estudo controlado randomizado) J Nutr 148:650, 2018.
    5. “Glucose tolerance, blood lipid, insulin and glucagon concentration after single or continuous administration of aspartame in diabetics” (Tolerância à glicose, concentração de lipídios no sangue, insulina e glucagon após administração única ou contínua de aspartame em diabéticos) Diabetes Res Clin Pract 2:23,1986.
    6. “Lack of effect of sucralose on glucose homeostasis in subjects with type 2 diabetes” (Inexistência de efeito da sucralose na homeostase da glicose em indivíduos com diabetes tipo 2) J Am Diet Assoc 103:1607, 2003.
    7. “Review of the nutritional benefits and risks related to intense sweeteners” (Revisão dos benefícios nutricionais e riscos relacionados aos adoçantes intensos) Arch Public Health 73:41, 2015.
    8. “Lifestyle Management: Standards of Medical Care in Diabetes – 2018” (Gestão do Estilo de Vida: Padrões de Tratamento Médico para o Diabetes – 2018) Diabetes Care 41(Suppl. 1):S38–S50, 2018.

Neva Cochran, MS, RDN, LD,é uma nutricionista clínica e dietética credenciada com base em Dallas. Ela atua como consultora de comunicação nutricional em diversas organizações de alimentação e nutrição, incluindo o Conselho de Controle de Calorias. Ela promove com fervor informações sobre alimentos e nutrição baseadas em fatos para ajudar as pessoas a desfrutarem de uma alimentação nutritiva. Siga-a no Twitter @NevaRDLD e dê uma olhada em seu blog na página www.NevaCochranRD.com.


Declaração do Conselho de Controle de Calorias sobre o Modelo de Perfil Nutricional da OPAS

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O Modelo de Perfil Nutricional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi publicado em 2016 e propôs novos critérios para definir níveis “excessivos” de açúcar, sal e gordura em alimentos e bebidas processados. O propósito do modelo é fornecer uma ferramenta que pode ser utilizada na concepção e implementação de políticas relacionadas à prevenção e controle da obesidade/sobrepeso, incluindo restrições na comercialização de alimentos e bebidas não saudáveis para crianças; regulamentação do ambiente alimentar nas escolas (programas alimentares e alimentos e bebidas vendidos nas escolas); uso de advertências na parte frontal das embalagens; definição de políticas fiscais para limitar o consumo de alimentos não saudáveis e a identificação de alimentos fornecidos a grupos vulneráveis por programas sociais.

No que se refere ao açúcar, a OPAS afirma que “a melhor evidência científica disponível” foi revisada com o intuito de classificar alimentos e bebidas processados e ultraprocessados como contendo quantidades “excessivas” de açúcar se a quantidade de açúcar adicionada for igual ou acima de 10% do total de calorias. Além disso, o modelo especifica que os produtos cujos ingredientes incluem adoçantes artificiais ou não calóricos ou calóricos naturais devem ser definidos como “contendo outros adoçantes”, os quais devem ser limitados ou evitados.

A recomendação de limitar ou evitar adoçantes não nutritivos (non-nutritive sweeteners, NNS na sigla em inglês) como parte das recomendações de redução de açúcar da OMS/OPAS é problemática, posto que desconsidera os benefícios e a segurança já estabelecidos destes ingredientes e desestimula o uso de produtos que podem ser uma ferramenta importante na gestão do peso e no tratamento de determinadas doenças.

NNSs e a gestão do peso

O Modelo de Perfil Nutricional da OPAS cita literatura que relata um aumento proporcional das vendas de bebidas adoçadas com açúcar e do índice de massa corporal (IMC) médio da população em geral na América Latina. Esta alegação, além de destacar apenas um componente da dieta total, não aborda o vasto corpo de evidências que sugere o papel dos NNSs na redução da ingestão de energia e do peso corporal. Após minuciosa análise e revisão das evidências disponíveis, o Consenso Íbero-Americano de 2018 concluiu que o uso de NNSs em programas de redução de peso envolvendo a substituição de adoçantes calóricos por NNSs no contexto de planos de dieta estruturados pode favorecer uma redução de peso sustentável.

Ademais, uma revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados em 2019 não encontraram diferenças significativas na mudança de peso corporal entre adultos que receberam NNSs e os que receberam açúcares diferentes ou placebos. Este resultado sugere que existem outros elementos da dieta ou fatores de estilo de vida que podem atribuir o aumento de peso. Além disso, estudos também demonstraram que o efeito do consumo de bebidas adoçadas com NNSs é semelhante ao efeito do consumo de água na perda de peso. A sugestão de que produtos que contêm NNSs e produtos adoçados com açúcar têm o mesmo impacto sobre o IMC não é respaldada pela totalidade das evidências científicas disponíveis e no final priva o consumidor de uma ferramenta útil e com respaldo científico para auxiliar na gestão do peso.

NNSs e a gestão do diabetes

Quando substituídos pelo açúcar, os NNSs, além de terem o potencial de auxiliar a atingir e manter um peso saudável, podem também ser utilizados no controle dos níveis de glicose sanguínea por pessoas diabéticas. Uma revisão da pesquisa corrente sobre a sucralose em 2017 confirmou as constatações de revisões anteriores e relatou que, dado que a sucralose não é digerida ou metabolizada como energia, esta não fornece calorias e não afeta os níveis de glicose sanguínea. Portanto, alimentos e bebidas que contêm sucralose são adequados para diabéticos ou pessoas que desejam reduzir a ingestão de calorias ou carboidratos.

Do ponto de vista internacional, após uma revisão minuciosa da literatura científica disponível, o Painel de Produtos Dietéticos, Nutrição e Alergias da Autoridade Alimentar Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) concluiu que a substituição de alimentos com teor de açúcar por NNSs induz uma elevação menor da glicose sanguínea após o consumo. O Consenso Íbero-Americano de 2018 concluiu que o uso de NNSs em programas de gestão do diabetes pode contribuir para um melhor controle glicêmico dos pacientes. Por fim, a Comissão Europeia baseou sua autorização de uma alegação de saúde acerca de NNSs e glicose pós-prandial nesta conclusão.

A segurança dos NNSs

Organizações científicas internacionais e agências reguladoras, incluindo o Comitê Conjunto da FAO/OMS de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA), a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) examinaram os NNSs extensivamente e reconheceram sua segurança. Uma revisão de escopo de 2017 acerca da segurança e associação de NNSs e determinados efeitos na saúde não encontrou evidências conclusivas do efeito prejudicial do uso de NNSs.

A posição da OMS/OPAS para limitar ou evitar NNSs ou adoçantes não nutritivos como parte de suas recomendações para a redução de açúcar implica que estes adoçantes contribuem para a obesidade e o diabetes quando, de fato, os efeitos benéficos decorrem em grande parte da substituição do açúcar na dieta. Como resultado, os NNSs deveriam ser reconhecidos como uma ferramenta na gestão do peso e do diabetes, e não como um obstáculo. Recomendar a redução de ingredientes com evidências substanciais que respaldam seus benefícios de segurança e saúde pode, na realidade, resultar em consequências inesperadas, tais como confusão no consumidor e redução da disponibilidade de produtos importantes no controle de doenças comuns relacionadas à dieta. Como as recomendações atuais e a legislação nacional subsequente podem resultar muito restritivas para alguns consumidores, eles talvez decidam desconsiderar completamente as diretrizes e continuar seus hábitos de consumo. Nós encorajamos a OMS e a OPAS a revisarem minuciosamente a literatura científica acerca dos NNSs, a reconsiderarem suas recomendações e, por fim, promover a incorporação destes ingredientes que podem ser utilizados para auxiliar a reduzir a ingestão calórica e controlar o peso corporal e níveis de glicose sanguínea.

Referências:

Gardner C, Wylie-Rosett J, Gidding SS, Steffen LM, Johnson RK, Reader D e Lichtenstein AH. Nonnutritive Sweeteners: Current Use and Health Perspectives (Adoçantes Não Nutritivos: Uso Atual e Perspectivas de Saúde). Circulation. 2012; CIR.0b013e31825c42ee.

Comissão, Europeia. (2012). Regulamento da Comissão (UE) no 432/2012 de 16 de maio de 2012. Jornal Oficial da União Europeia. 1-40.

Lohner S, Toews I, Meerpohl JJ. Health outcomes of non-nutritive sweeteners: analysis of the research landscape (Efeitos de adoçantes não nutritivos na saúde: análise do panorama da pesquisa). Nutr J 2017; 16:55.

Magnuson BA, Roberts A e Nestmann ER. Critical review of the current literature on the safety of sucralose (Revisão crítica da literatura atual sobre a segurança da sucralose). Food Chem Toxicol agosto de 2017; 106 (Pt A):324-355. doi: 10.1016/j.fct.2017.05.047.

Nichol AD, Maxwell JH & Ruopeng A. (2018). Glycemic impact of non-nutritive sweeteners: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials (Impacto glicêmico de adoçantes não nutritivos: uma revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados). Eur J of Clin Nutr 2018; 72. 10.1038/s41430-018-0170-6.

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) (2016) Modelo de Perfil Nutricional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Washington, D.C.

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Rogers PJ, Hogenkamp PS, de Graaf C, Higgs S, Lluch A, Ness AR, Penfold C, Perry R, Putz P, Yeomans MR, et al. Does low-energy sweetener consumption affect energy intake and body weight? A systematic review, including meta-analyses, of the evidence from human and animal studies (O consumo de adoçantes de baixa energia afeta a ingestão de energia e o peso corporal? Uma revisão sistemática, incluindo metanálises, das evidências de estudos em humanos e animais). Int J Obes (Lond) 2016; 40:381–94.

Serra-Majem L, Raposo A, Aranceta-Bartrina J, Varela-Moreiras G, Logue C, Laviada H, Socolovsky S, Pérez-Rodrigo C, Aldrete-Velasco J, Meneses Sierra E, et al. Consenso Íbero-Americano sobre Low- and No-Calorie Sweeteners: Safety, Nutritional Aspects and Benefits in Food and Beverages (Adoçantes de baixo teor e sem calorias: segurança, aspectos nutricionais e benefícios em alimentos e bebidas). Nutrientes 2018; 10:81.

Tate DF, Turner-McGrievy G, Lyons E, Stevens J, Erickson K, Polzien K et al. Replacing caloric beverages with water or diet beverages for weight loss in adults: main results of the Choose Healthy Options Consciously Everyday (CHOICE) randomized clinical trial (Substituição de bebidas calóricas por água ou bebidas dietéticas na perda de peso em adultos: principais resultados do ensaio clínico randomizado CHOICE. Am J Clin Nutr 2012; 95:555-563.

Toews I, Lohner S, Küllenberg de Gaudry D, et al. Association between intake of non-sugar sweeteners and health outcomes: systematic review and meta-analyses of randomised and non-randomised controlled trials and observational studies (Associação entre ingestão de adoçantes sem açúcar e efeitos na saúde: revisão sistemática e metanálise de ensaios controlados randomizados e não randomizados e estudos observacionais. BMJ. 2 de janeiro de 2019; 364:k4718. doi: 10.1136/bmj.k4718.

Ultra-processed food and drink products in Latin America: Trends, impact on obesity, policy implications (Alimentos e bebidas ultraprocessados na América Latina: tendências, impacto na obesidade, implicações políticas. Washington D.C.: Organização Pan-Americana da Saúde, 2015.


La seguridad y los beneficios de los edulcorantes con pocas o sin calorías

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11 de octubre de 2018.  De Rosanne Rust MS, RDN, LDN

A diferencia de los edulcorantes calóricos, los de pocas calorías o sin calorías les proveen a los consumidores el sabor dulce que desean sin agregar calorías o carbohidratos a su dieta. Muchos edulcorantes con pocas o sin calorías cuentan con décadas de investigaciones y múltiples beneficios para la pérdida de peso, el manejo de la diabetes, y la salud. Los edulcorantes, como la sacarina, el aspartamo, la sucralosa, la stevia, el acesulfame potásico (o acesulfame K) y la alulosa, han sido estudiados para determinar si su consumo es seguro.

¿Por qué?

¿Por qué necesitamos los edulcorantes con pocas o sin calorías? La mayoría de las personas son conscientes de que la obesidad es un problema en los Estados Unidos y en todo el mundo. Muchos de los productos de bajas calorías o de calorías reducidas que están disponibles para apoyar la reducción en el consumo de calorías, a fin de manejar el peso o controlar los niveles de azúcar en la sangre en las personas con diabetes, no estarían en el mercado sin la existencia de los edulcorantes con pocas o sin calorías. Está demostrado que reducir el consumo de azúcar en la dieta ayuda a reducir las calorías y, posiblemente también, el riesgo de tener enfermedades como el síndrome metabólico (el cual, a su vez, puede llevar al riesgo de tener diabetes y enfermedad cardíaca). Los edulcorantes con pocas o sin calorías han tenido un efecto contundente en muchas categorías de alimentos, como las bebidas endulzadas, lo cual puede ayudar a la reducción general del azúcar incluido en la dieta.

Datos breves

Hoy en día hay una variedad de opciones en el mercado y cada una de ellas ofrece propiedades que las hace interesantes para una diversidad de categorías de alimentos.

La sacarina es de 300 a 500 veces más dulce que el azúcar y se ha usado como edulcorante no calórico por más de un siglo. Además de ser un ingrediente que sirve para endulzar alimentos y bebidas, también está disponible como edulcorante de mesa. Se vende bajo el nombre comercial Sweet n’Low®.

El aspartamo es casi 200 veces más dulce que el azúcar y su sabor es similar al del azúcar, por lo cual es apto para una variedad de productos, como las bebidas y el chicle. También se usa como edulcorante de mesa; su nombre de marca es Equal®.

La sucralosa es 600 veces más dulce que el azúcar y es estable cuando se la expone al calor. La sucralosa endulza una variedad de alimentos y bebidas, y se usa como edulcorante de mesa. Se conoce también como Splenda®, edulcorante sin calorías.

La stevia es un edulcorante derivado de la planta stevia rebaudiana Bertoni, de la cual se obtiene el extracto de la hoja de stevia. Es entre 200 y 300 veces más dulce que el azúcar. Este edulcorante no calórico se usa como edulcorante de mesa bajo el nombre comercial Stevia in the Raw® y Truvia®. Se puede usar en una variedad de recetas y es estable cuando se lo expone al calor.

El acesulfame potásico se puede usar en los preparados para bebidas y en las bebidas carbonatadas. Es extremadamente estable cuando se lo expone al calor y, por ello, es una opción atractiva para preparar varios tipos de productos. Se puede combinar con el aspartamo y la sucralosa para que tenga un mejor perfil de sabor.  Se usa para bebidas, yogur, helado, mermeladas, jaleas, productos de repostería, pasta dental, enjuague bucal y chicle.

La alulosa es una azúcar de bajas calorías con un sabor limpio. Debido a que se absorbe, sin metabolizarse, no tiene efecto en los niveles de azúcar en la sangre ni en la respuesta insulínica.

Como cada edulcorante tiene características únicas en cuanto a la forma en que se procesa, los edulcorantes con pocas o sin calorías a veces se usan de manera combinada. Los fabricantes de alimentos experimentarán con distintas recetas hasta lograr un producto que sea aceptable para los consumidores y que tenga el sabor, la textura y el atractivo de su versión de más altas calorías.

Historia y seguridad

  • La sacarina se descubrió hace más de cien años y cuenta con aprobación en más de 100 países alrededor del mundo. Es un edulcorante no nutritivo que no se metaboliza en el cuerpo (pasa a través del cuerpo sin ningún cambio). Los primeros estudios en animales en los que se cuestionó su seguridad no se consideran relevantes para los seres humanos, e incluso en 14 estudios unigeneracionales de animales de varias especies no se mostró que la sacarina indujera el cáncer en ningún órgano, aun en dosis excepcionalmente altas.
  • El aspartamo fue aprobado para ser usado en los Estados Unidos en 1981. Según la Administración de Medicamentos y Alimentos de los Estados Unidos (FDA), el “aspartamo es una de las sustancias más exhaustivamente estudiadas entre los productos para la alimentación humana, con más de 100 estudios que apoyan su seguridad”. Está compuesto por dos aminoácidos naturales (fenilalanina y el ácido aspártico) y metanol.
  • La stevia se ha usado por siglos en América del Sur como té o edulcorante. Se usa en el mercado estadounidense desde mediados de la década de 1990. Está aprobada por la FDA como aditivo alimentario y aparece en la lista de sustancias generalmente reconocidas como seguras (GRAS, por sus siglas en inglés). También está aprobada globalmente como sustancia segura por autoridades médicas y científicas líder, incluida la Autoridad Europea de Seguridad Alimentaria (EFSA) y el Comité Mixto de Expertos en Aditivos Alimentarios (JECFA).
  • El uso de la sucralosa ha estado aprobado desde 1998, y varias organizaciones sanitarias han validado su seguridad, incluidas la FDA, la Autoridad Europea de Seguridad Alimentaria, Health Canada y otras.
  • El acesulfame potásico fue aprobado por la FDA en 1998. Ha sido ampliamente estudiado y también aprobado por el Comité Mixto de Expertos en Aditivos Alimentarios de la Organización Mundial de la Salud, el Comité Científico de la Alimentación Humana de la Unión Europea. Es absorbido en el cuerpo y excretado, sin alteraciones, en la orina.
  • La alulosa apareció en el mercado en el 2015 y está en la lista de la FDA de sustancias generalmente reconocidas como seguras para su uso como ingrediente alimentario y en combinación con otros edulcorantes.

Convicciones erróneas comunes


La pérdida de peso y la diabetes
El solo consumo de edulcorantes con pocas o sin calorías no favorecerá la pérdida de peso; sin embargo, no hay datos que indiquen que contribuyan al aumento de peso. La obesidad es un trastorno complejo y su tratamiento debe ser individualizado. No obstante, los edulcorantes con pocas o sin calorías pueden ayudar a reducir los riesgos asociados a la obesidad cuando se sustituyen productos con alto nivel de calorías por productos endulzados con edulcorantes con pocas o sin calorías. Una encuesta, dirigida a miembros del Registro Nacional de Control de Peso que han mantenido exitosamente el peso que bajaron, indicó que los edulcorantes con pocas o sin calorías ayudan a manejar el peso. Usar productos de bajas calorías puede ayudar a reducir y mantener el peso, y puede ayudar a apoyar el mantenimiento de una dieta para la diabetes. Los edulcorantes con pocas o sin calorías tampoco afectan los niveles de glucosa en la sangre ni los niveles de insulina.

Caries dentales
Los edulcorantes con pocas o sin calorías se usan como edulcorante de mesa para reducir las calorías en bebidas, chicle, dulces, golosinas congeladas, jaleas, coberturas de pasteles y yogur, como también en algunos medicamentos (como los jarabes o las pastillas para la tos). Todas estas aplicaciones pueden ayudar a reducir el riesgo de caries dentales.

Salud intestinal
El estudio de los microbios intestinales es un campo nuevo para la ciencia. Es posible que la salud intestinal afecte la salud general de todos los aparatos y sistemas del cuerpo. En un estudio se halló que Splenda® (sucralosa) favorecía la disbacteriosis con expansión de proteobacterias en los ratones. Las investigaciones sobre el impacto de las dietas en la salud intestinal están apenas comenzando a surgir, pero los edulcorantes con pocas o sin calorías podrían cumplir un papel positivo.

Resumen

Para que se puedan usar en productos para la alimentación humana, los edulcorantes con pocas o sin calorías son regulados y deben tener la aprobación de la FDA. Estos edulcorantes pueden ser parte de un estilo de vida saludable en el que se combinan hábitos alimentarios sensibles con actividad física.

Un estilo de vida equilibrado incluye porciones moderadas de una variedad de alimentos y actividad física con regularidad. Asegúrese de compartir los datos con sus pacientes y de usar fuentes científicas y adecuadas. Los edulcorantes con pocas o sin calorías pueden ayudar a sus pacientes a lograr su meta de reducir el contenido de azúcar en la dieta.

Rosanne Rust MS, RDN, LDN, es una nutricionista dietista registrada, con más de 25 años de experiencia. Rosanne es una colaboradora remunerada de Allulose.org. Como consultora de comunicaciones nutricionales, transmite mensajes claros que ayudan a entender la ciencia de la nutrición para que se pueda disfrutar de la alimentación para una mejor salud.  Rosanne es coautora de varios libros, incluidos “DASH Diet For Dummies®” y “The Glycemic Index Cookbook For Dummies®”. Casada y madre de 3 hijos, Rosanne practica lo que predica y disfruta hacer ejercicio regularmente, la buena comida y recibir visitas en su casa para ocasiones festivas. Sígala en Twitter @RustNutrition.


Los edulcorantes con pocas o sin calorías, la glucemia y la diabetes: ¿qué dice la ciencia?

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Neva Cochran, MS, RDN, LD –

Introducción
El reemplazo del azúcar por edulcorantes con pocas o sin calorías es una forma práctica de reducir la ingesta de carbohidratos para potencialmente ayudar a aquellos con diabetes a tener un mejor manejo de los niveles de glucosa en la sangre y favorecer la pérdida de peso. (1) También da lugar a más flexibilidad en la dieta para permitir las preferencias personales y satisfacer los antojos por algo dulce.

Hay declaraciones en circulación que indican que los edulcorantes con pocas o sin calorías pueden, de hecho, elevar los niveles de glucosa en la sangre y favorecer la diabetes. Sin embargo, estas declaraciones se basan en estudios realizados con ratas y ratones. Aunque estos estudios parecen indicar que los edulcorantes de bajas calorías podrían alterar los microbios intestinales, lo cual conduce a la intolerancia a la glucosa y a un aumento del riesgo de presentar diabetes tipo 2, los roedores no son seres humanos y las investigaciones son demasiado preliminares para cambiar las actuales recomendaciones respecto a los edulcorantes para las personas con diabetes.

El estado de la ciencia
Por otro lado, un análisis de la investigación halla apoyo sustancial al uso de edulcorantes con pocas o sin calorías para el manejo de la diabetes. Consideremos los resultados de los siete estudios publicados en los últimos treinta y dos años, resumidos aquí.

  1. En un estudio de 12 semanas, en 47 hombres normoglucémicos que consumieron aproximadamente 333 mg de sucralosa o placebo encapsulado 3 veces al día con las comidas, no se halló ningún efecto en el control de la glucosa en la sangre. Todos los niveles de glucosa, insulina, péptido C y HbA1c estuvieron dentro del rango normal a lo largo de todo el estudio, sin diferencias estadísticas entre el grupo de sucralosa y el de placebo. (2)
  2. Un metanálisis de 29 ensayos aleatorizados controlados con un total de 741 participantes evaluó el impacto glucémico del aspartamo, la sacarina, los esteviósidos y la sucralosa. El consumo de edulcorantes con pocas o sin calorías no aumentó los niveles de glucosa en la sangre y, tras el consumo de estos edulcorantes, los niveles de glucosa se redujeron gradualmente. No hubo ninguna diferencia en cuanto al efecto glucémico por tipo de edulcorante. Y los cambios en los niveles de glucosa en la sangre de aquellos con diabetes tipo 2 fueron más bajos a los 1-29 minutos, 150-179 minutos y 180-210 minutos después del consumo de edulcorantes con pocas o sin calorías, en comparación con aquellos sin diabetes. (3)
  3. Los investigadores evaluaron el efecto de la ingesta diaria de aspartamo en los niveles de glucemia a niveles de 0,350 o 1050 mg de aspartamo al día, consumidos en bebidas, en 100 participantes, por un lapso de 12 semanas. Los resultados no demostraron ninguna diferencia en los niveles de glucosa en la sangre entre los grupos en el inicio y en la semana 12. (4)
  4. En un estudio japonés, se evaluó el efecto del aspartamo en la glucosa en la sangre, administrado oralmente a controles normales y 22 pacientes con diabetes sin tratar y siete controles sin diabetes. La administración de una dosis única de 500 mg de aspartamo (el equivalente a 100 gramos de glucosa en términos de capacidad edulcorante) no aumentó los niveles de glucosa en la sangre. Al contrario, se observó una reducción pequeña pero significativa del nivel de glucosa en la sangre 2 o 3 horas después de la administración. Se halló que la reducción en los niveles de glucosa en la sangre fue menor en el control y aumentó a medida que la diabetes era de mayor gravedad. (5)
  5. Los mismos investigadores japoneses mencionados anteriormente realizaron otro estudio. Estos investigadores analizaron los efectos de consumir 125 mg de aspartamo (el equivalente a 1.5-2.5 cucharadas de azúcar) en gelatina sin calorías durante 2 semanas, en 9 pacientes hospitalizados con diabetes y en estado glucémico estable controlado. Los niveles de glucosa en la sangre en ayunas y posprandiales a 1 y 2 horas no se vieron afectados. (5)
  6. En un estudio multicéntrico de doble ciego, los participantes con diabetes tipo 2 recibieron cápsulas de placebo (celulosa) o 667 mg de sucralosa encapsulada, a diario, durante 13 semanas (7.5 mg/kg/día, aproximadamente tres veces la ingesta máxima estimada). No hubo diferencias significativas entre el grupo de sucralosa y el de placebo en términos de HbA1c, glucosa plasmática en ayunas o péptido C sérico en ayunas desde el inicio. (6)
  7. Por último, en una revisión sistemática de los beneficios nutricionales y los riesgos de los edulcorantes con pocas o sin calorías, los autores concluyeron que la gran mayoría de los estudios no mostraron que la ingesta de estos edulcorantes tuviera algún efecto agudo en los niveles de glucosa en la sangre ni en las concentraciones de insulina en los participantes con o sin diabetes, ya sea con el estómago vacío o después de una comida de prueba. (7)

Aplicaciones para la práctica
La Asociación Americana de la Diabetes dice en sus Estándares de la atención médica en pacientes con diabetes (8) que los edulcorantes con pocas o sin calorías podrían ser un sustituto aceptable de los edulcorantes alimentarios para las personas con diabetes que están acostumbradas a productos edulcorados con azúcar cuando son consumidos con moderación. Al mismo tiempo hacen notar que estos edulcorantes no parecen tener un efecto significativo en el control glucémico.

En conclusión, esta revisión de la evidencia en los seres humanos no respalda la afirmación de que los edulcorantes con pocas o sin calorías favorecen la glucemia y la aparición de la diabetes. Es reconfortante saber que los alimentos y bebidas endulzados con edulcorantes con pocas o sin calorías son otra herramienta que las personas con diabetes pueden usar como parte de un plan alimentario rico en nutrientes para ayudar a manejar la afección y favorecer su salud en general.

  1. ”The Role of Low-calorie Sweeteners in Diabetes” US Endocrinology 9:13-15, 2013
  2. “A 12-week randomized clinical trial investigating the potential for sucralose to affect glucose homeostasis” Regul Toxicol Pharmacol 88:22-33, 2017
  3. “Glycemic impact of non-nutritive sweeteners: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials” Eur J Clin Nutr 72:796, 2018
  4. “Aspartame Consumption for 12 Weeks Does Not Affect Glycemia, Appetite, or Body Weight of Healthy, Lean Adults in a Randomized Controlled Trial” J Nutr 148:650, 2018
  5. “Glucose tolerance, blood lipid, insulin and glucagon concentration after single or continuous administration of aspartame in diabetics” Diabetes Res Clin Pract 2:23,1986
  6. “Lack of effect of sucralose on glucose homeostasis in subjects with type 2 diabetes” J Am Diet Assoc 103:1607, 2003
  7. “Review of the nutritional benefits and risks related to intense sweeteners” Arch Public Health 73:41, 2015
  8. “Lifestyle Management: Standards of Medical Care in Diabetes – 2018” Diabetes Care 41(Suppl. 1):S38–S50, 2018

Neva Cochran, MS, RDN, LD, es una nutricionista dietista registrada que trabaja en Dallas. Se desempeña como consultora de comunicaciones nutricionales para una variedad de organizaciones alimentarias y nutricionales, incluido el Consejo de Control de Calorías. Le apasiona fomentar el uso de información fáctica sobre alimentos y nutrición para ayudar a las personas a disfrutar de una alimentación nutritiva. Sígala en Twitter @NevaRDLD y lea su blog en www.NevaCochranRD.com.

El artículo Los edulcorantes con pocas o sin calorías, la glucemia y la diabetes: ¿qué dice la ciencia? apareció la primera vez en Aspartame.


Declaración del Consejo de Control de Calorías sobre el modelo de perfil de nutrientes de la OPS

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El modelo de perfil de nutrientes de la Organización Panamericana de la Salud (OPS) se publicó en el 2016 y propuso nuevos criterios para definir los niveles excesivos de azúcar, sal y grasa en los alimentos y las bebidas procesadas. El objetivo de este modelo es proveer una herramienta que se pueda usar en el diseño y la implementación de políticas relacionadas con la prevención y el control de la obesidad o el sobrepeso, que incluyan restricciones en el mercadeo de alimentos y bebidas poco saludables dirigido a los niños, normas para los alimentos en el entorno escolar (programas alimentarios y venta de alimentos y bebidas en las escuelas), uso de etiquetas de advertencia en el frente del envase, definición de políticas fiscales para limitar el consumo de alimentos poco saludables e identificación de alimentos que serán provistos por los programas sociales a los grupos vulnerables.

En relación con el azúcar, la OPS afirma que se revisó “la mejor evidencia científica disponible” a fin de clasificar los alimentos y bebidas procesados y ultraprocesados como productos con niveles “excesivos” de azúcar si la cantidad de azúcar agregada es igual o mayor al 10 % del total de las calorías. El modelo especifica, además, que los productos cuyos ingredientes incluyen edulcorantes calóricos o no calóricos, artificiales o naturales, se deben definir como productos “que contienen otros edulcorantes”, los cuales se deben limitar o evitar.

La recomendación de limitar o evitar los edulcorantes no nutritivos, que forma parte de las recomendaciones de la OMS/OPS relativas a la reducción de los azúcares, es problemática ya que no tiene en cuenta los beneficios establecidos y la seguridad de estos ingredientes y desanima el uso de productos que pueden ser una importante herramienta para el manejo del peso y para dar respuesta a ciertas enfermedades.

Los edulcorantes no nutritivos y el manejo del peso

El modelo de perfil de nutrientes de la OPS cita literatura científica en la que se señala que hubo un aumento proporcional en la venta de bebidas endulzadas con azúcar y el índice de masa corporal (IMC) de la población general en América Latina. Esta afirmación solo resalta uno de los componentes de la dieta total y no aborda el gran cuerpo de evidencia que sugiere la función que los edulcorantes no nutritivos cumplen en la reducción de la ingesta de energía y del peso corporal. Después de realizar un profundo análisis y revisión de la evidencia disponible, en el Consenso Iberoamericano del 2018 se concluyó que el uso de edulcorantes no nutritivos en los programas de reducción de peso, como sustituto de los edulcorantes calóricos, podría favorecer una reducción sostenible de peso dentro del contexto de los planes alimentarios estructurados.

Además, en una revisión sistemática y un metanálisis de ensayos controlados aleatorizados, realizada en el 2019, no se hallaron diferencias significativas en el cambio del peso corporal de los adultos que recibieron edulcorantes no nutritivos en comparación con los que recibieron diferentes azúcares o placebo. Estos hallazgos parecen indicar que hay otros elementos en la dieta o factores de estilo de vida a los cuales se puede atribuir el aumento de peso. Asimismo, los estudios también han mostrado que el efecto de consumir bebidas endulzadas con edulcorantes no nutritivos para perder peso es similar al de tomar agua. La sugerencia de que los productos que contienen edulcorantes no nutritivos tienen el mismo efecto en el IMC que los edulcorados con azúcar no está respaldada por la totalidad de la evidencia científica disponible y, en última instancia, priva a los consumidores de una herramienta útil respaldada por la ciencia para ayudar a manejar el peso.

Los edulcorantes no nutritivos y el manejo de la diabetes

Los edulcorantes no nutritivos, cuando se usan como sustituto del azúcar, no solo tienen el potencial de ayudar a que las personas alcancen y mantengan un peso saludable, sino que también sirven para manejar los niveles de glucosa en la sangre de aquellas que tienen diabetes. En una revisión de investigaciones corrientes acerca de la sucralosa, realizada en el 2017, se ratificaron los hallazgos de revisiones anteriores y se informó que, dado que la sucralosa no se digiere ni se metaboliza para dar energía, no aporta calorías y no afecta los niveles de glucosa en la sangre. Por lo tanto, los alimentos y las bebidas que contienen sucralosa son aptas para las personas con diabetes o aquellas que estén intentando reducir la ingesta de calorías o carbohidratos.

Desde un punto de vista internacional, tras una detenida revisión de la literatura científica disponible, el panel sobre productos dietéticos, nutrición y alergias de la Autoridad Europea de Seguridad Alimentaria (EFSA) concluyó que el reemplazo de alimentos que contienen azúcar por alimentos que contienen edulcorantes no nutritivos induce un menor aumento en los niveles de glucosa en la sangre luego de su consumo. En el Consenso Iberoamericano del 2018 se concluyó que el uso de edulcorantes no nutritivos en los programas para el manejo de la diabetes puede contribuir a un mejor control glucémico en los pacientes. Por último, la Comisión Europea autorizó una declaración de salud relativa a los edulcorantes no nutritivos y la glucosa posprandial basándose en este hallazgo.

La seguridad de los edulcorantes no nutritivos

Organizaciones científicas internacionales y regulatorias, como el Comité Mixto FAO/OMS de Expertos en Aditivos Alimentarios (JECFA), la Administración de Medicamentos y Alimentos de los EE. UU. (FDA) y la Autoridad Europea de Seguridad Alimentaria (EFSA) han revisado extensamente los edulcorantes no nutritivos y reconocido su seguridad. En una revisión de alcance sobre la seguridad de los edulcorantes no nutritivos y su asociación a ciertos resultados de salud, realizada en el 2017, no se halló ninguna evidencia conclusiva de los efectos nocivos del uso de edulcorantes no nutritivos.

La posición de la OMS/OPS de limitar o evitar los edulcorantes no nutritivos como parte de sus recomendaciones de reducción del azúcar hace suponer que estos edulcorantes contribuyen a la obesidad y a la diabetes cuando, de hecho, sus efectos beneficiosos se deben, en gran parte, al reemplazo del azúcar en la dieta. Como resultado, se debe reconocer a los edulcorantes no nutritivos como una herramienta para el manejo del peso y la diabetes y no como un obstáculo. Recomendar la reducción de ingredientes que cuentan con una cantidad considerable de evidencia que apoya su seguridad y sus beneficios para la salud podría, en realidad, provocar consecuencias imprevistas, como confusión entre los consumidores y una reducida disponibilidad de productos que son importantes para el manejo de enfermedades relacionadas con la dieta. Como las actuales recomendaciones y la subsiguiente legislación nacional puede resultar demasiado restrictiva para algunos consumidores, estos pueden optar por ignorar las pautas por completo y seguir con sus hábitos de consumo. Animamos a la OMS y a la OPS a revisar detenidamente la literatura científica sobre los edulcorantes no nutritivos, reconsiderar sus recomendaciones y, por último, fomentar la incorporación de estos ingredientes que se pueden usar para ayudar a reducir la ingesta calórica y manejar el peso corporal y los niveles de glucosa en la sangre.

Referencias:

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Ultra-processed food and drink products in Latin America: Trends, impact on obesity, policy implications. Washington D.C.: Pan American Health Organization, 2015


Calorie Control Council Statement on PAHO Nutrient Profile Model

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The Pan American Health Organization (PAHO) Nutrient Profile model was published in 2016 and proposed new criteria to define “excessive” levels of sugar, salt, and fat in processed food and drinks. The purpose of this model is to provide a tool that can be used in the design and implementation of policies related to the prevention and control of obesity/overweight, including restriction in the marketing of unhealthy foods and beverages to children, the regulation of school food environments (feeding programs and food and beverages sold in schools), the use of front-of-package (FOP) warning labels, the definition of taxation policies to limit consumption of unhealthy food and the identification of foods to be provided by social programs to vulnerable groups.

Regarding sugar, PAHO claims “the best scientific evidence available” was reviewed in order to classify processed and ultra-processed foods and beverages as having “excessive” amounts of sugar if the amount of added sugars is 10% or more of total calories. Additionally, the model specifies that products whose ingredients include artificial or natural non-caloric or caloric sweeteners should be defined as “containing other sweeteners”, which should be limited or avoided.

The recommendation to limit or avoid non-nutritive sweeteners (NNS) as part of the WHO/PAHO sugar reduction recommendations is problematic, as this disregards the established benefits and safety of these ingredients and discourages the use of products that can be an important tool in weight management and addressing certain diseases.

NNS and Weight Management

The role of low-calorie sweeteners in the prevention and management of overweight and obesity

The PAHO Nutrient Profile Model cites literature reporting a proportional increase in sugar-sweetened beverage sales and the general population’s average body mass index (BMI) in Latin America. This claim not only highlights just one component of the total diet, it fails to address the large of body of evidence suggesting the role of NNS in reducing energy intake and body weight. Following a thorough analysis and review of available evidence, the 2018 Ibero-American Consensus concluded that the use of NNS in weight reduction programs involving the replacement of caloric sweeteners with NNS in the context of structured diet plans may favor sustainable weight reduction.

Further, a 2019 systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials found no significant differences in change in body weight between adults receiving NSSs compared with those receiving different sugars or placebo. This finding suggests that there are other elements of the diet or lifestyle factors that may attribute the weight gain. Furthermore, studies have also shown that the effect of consuming beverages sweetened with NNS on weight loss is similar to that of drinking water. Suggesting products containing NNS have the same impact on BMI as sugar-sweetened products is not supported by the totality of available scientific evidence and ultimately deprives consumers of a useful and science-supported tool to help manage weight.

NNS and Diabetes Management

Low and No Calorie Sweeteners, Glycemia and Diabetes: What Does the Science Say?

When substituted for sugar, not only do NNS have the potential to aid in achieving and maintaining a healthy weight, they can also be used to manage blood glucose levels by those with diabetes. A 2017 review of current research on sucralose upheld the findings of previous reviews and reported that, given that sucralose is not digested or metabolized for energy, it provides no calories and does not affect blood glucose levels. Therefore, foods and beverages that contain sucralose are suitable for persons with diabetes or those aiming to reduce calorie or carbohydrate intake.

From an international standpoint, following a thorough review of available scientific literature, the European Food Safety Authority (EFSA) Panel on Dietetic Products Nutrition and Allergies concluded that replacing sugar-containing foods with those containing NNS induces a lower blood glucose rise following consumption. The 2018 Ibero-American Consensus concluded that the use of NNS in diabetes management programs may contribute to a better glycemic control in patients. Lastly, the European Commission based their authorization of a health claim regarding NNS and post-prandial glucose on this finding.

The Safety of NNS

International scientific organizations and regulatory agencies, including the Joint FAO/WHO Expert Committee of Food Additives (JECFA), US Food and Drug Administration (FDA), and European Food Safety Authority (EFSA) have extensively reviewed NNS and have recognized their safety. A 2017 scoping review of the safety and association of NNS and certain health outcomes found no conclusive evidence of the harmful effect of NNS use.

Safety and Benefits of Low or No Calorie Sweeteners

The WHO/PAHO position to limit or avoid NNS or non-nutritive sweeteners as part of their sugar reduction recommendations implies that these sweeteners contribute to obesity and diabetes when, in fact, the beneficial effects are largely due to the replacement of sugar in diet. As a result, NNS should be recognized as a tool in weight and diabetes management, not a hindrance. Recommending the reduction of ingredients with substantial evidence to support their safety and health benefits may actually result in unintended consequences, such as consumer confusion and the reduced availability of products important for the management of common diet-related diseases. As the current recommendations and subsequent national legislation may prove too restrictive to some consumers, they may opt to disregard the guidelines altogether and continue their consumption habits. We encourage WHO and PAHO to thoroughly review the scientific literature regarding NNS, reconsider their recommendations and ultimately promote the incorporation of these ingredients that can be used to help reduce caloric intake and manage body weight and blood glucose levels.

References:

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Ultra-processed food and drink products in Latin America: Trends, impact on obesity, policy implications. Washington D.C.: Pan American Health Organization, 2015


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